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Roubo a favor da memória

4 out

Tava passeando pelo facebook da Tamara e encontrei este álbum sobre Tucumán, achei que valia a pena por ele aqui no blog.

O começo ou Um resumão

26 jan

1.1 O encontro
2004. vinte e cinco alunos ingressam na faculdade de artes cênicas da Unicamp. Vinte e cinco pessoas de diferentes cidades, com diferentes saberes, se encontram para estudar a arte de fazer teatro. Aos poucos, os estranhos deixam de ser apenas novos rostos e passam a ser novos colegas e novos amigos. Ao longo dos meses a turma 04 foi ganhando uma cara, uma forma. E em algum momento no meio do curso de quatro anos passamos a nos chamar Grupo Galeria4. Fizemos alguns espetáculos que aqui vamos apenas citar: A`La Cordel, Lunatic, O Processo, Morte e Vida Severina, Vereda da Salvação e Homens de Papel. E, com sua licença, saltaremos direto para o último semestre de faculdade. Momento de fazer escolhas. Dalí sairíamos para o mundo! Sem mais a garantia do aconchego daquele departamento nem tão aconchegante, mas inevitavelmente nosso. Após várias longas conversas, pacíficas, a turma se diviu em 4 grupos que, para conclusão do curso, apresentaram 4 novos espetáculos-pesquisa: Números (nóis… os Geraldos), Sapato Sujo na Soleira da Porta (Grupo do Trecho), Mirandolina (Cia. de Teatro a Blau quer falar) e A Pérola (Sociedade da idade secreta). E assim o Grupo Galeria4 virou quatro diferentes galerias com berço comum. Berço de ouro. Podemos dizer orgulhosamente que o Grupo Galeria4 é o nosso ancestral.

1.2 A decisão

Agora éramos seis. A decisão na verdade não foi uma escolha racional. Não nos escolhemos para fechar o último semestre. Fomos escolhidos. Ao longo do curso nos aproximamos, de forma que na reta final, já estava claro que seguiríamos juntos. E não poderia ser diferente. Poderia um grupo de amigos com afinidades poéticas não seguir junto?
E de repente estávamos lá, frente a frente: Somos nós. O que fazer agora? Poderíamos ter escolhido uma peça, um tema, uma linguagem e posteriormente encontrar um professor que tivesse um trabalho mais próximo da escolha. Mas não o fizemos. Para começar bem, precisávamos mais do que isso, mais do que um diretor, precisávamos de um mestre. Foi unânime a decisão de convidar o Mallet para nos orientar. Assim, aceito o convite, coemçamos a discutir para que caminho seguiríamos. Tínhamos fortes interesses pelo cômico e depois de milhares de improvisações, reflexões e pequenas cenas, optamos pela linguagem clownesca. Criou-se então o núcleo de pesquisa Dramaturgia das Ações Cênicas: O tipo cômico na construção poética do ator, vinculado ao “Núcleo de Estudos em Poéticas da Ação Cênica”, cadastrado no CNPq. E no final desse semestre apresentamos nosso primeiro estudo que chamamos de 3 Números. Foi o primeiro rascunho do espetáculo Números que teve sua estréia 6 meses depois, em junho de 2008.
O nome do grupo veio depois. Aliás, sempre tivemos dificuldades com nomes, desde o Galeria4. O nome nasceu de um parto difícil, quando não tinha mais jeito de seguir sem. Tivemos dezenas, centenas, milhares de discussões. Fizemos dezenas, centenas, milhares de pesquisas. Até enquete teve. Foi quando, por um milagre, uma epifânia dos céus, ele apareceu. Os Geraldos. Mas… como todo bebê nascemos com cara de joelho e ainda precisávamos de um tempo para nos acostumar com nosso nome. Dito e feito… hoje temos a certeza de que não poderíamos chamar diferente.

1.3 A independência

ou
Saindo de casa
ou
Formados!!!

Segundo semestre de 2008. Nascido o nosso primogênito Números, que passava da infância para a fase de circulação, era mais do que momento de deixar o departamento de artes cênicas e iniciar o novo projeto. Para onde ir? Eis que surge no horizonte a rainha de Copas trazendo uma rosa na mão. A Rosa Dos Ventos. Esse espaço já era sede de um grupo e agora seria também dividido conosco. Ganhamos então um irmão mais velho, o Grupo Matula Teatro. O que mais nós precisávamos? Tínhamos um irmão, um filho, um mestre, uma rainha (nossa mãe Verônica) e uma acolhedora vizinhança. Sim, estávamos em muito Boa Companhia!!!

1.4 As cerejas que faltavam no Bolo

O grupo se reorganizou para a nova montagem: uma atriz virou técnica, outra técnica virou atriz. Uma Geralda casou e outro Geraldo viajou. E chegaram 3 novas Geraldas no pedaço: Clarissa, Gisele e Maíra. Que na verdade verdadeira, não era bem novas, pois já estavam nas redondezas desde o nosso nascimento e vinham da mesma árvore genealógica Galeria4. Inicou-se então a montagem do espetáculo Hay Amor sob a direção da Verônica e dierção musical do Silas. Esse trabalho também fez parte do projeto de formatura das 3 novas Geraldas e foi apresentado em dezembro de 2008 no Útero de Vênus (espaço sede da Boa Companhia) como finalização de curso. Sua estréia foi em março de 2009 no festival Internacional de Marrocos.

Fechada esta etapa. Novos ajustes. Novas perspectivas. Novos rumos. Com 2 filhos muito bem nascidos, é chegado o momento que todo ator odeia, mas que todo ator precisa: vender seus espetáculos, pois infelizmente nem só de poesia vive o homem. A família Geralda se re-ee-ajustou. Geraldos Vinícius seguiu seu rumo para São Paulo e deixou de ser Geraldo. Geralda Jaque seguiu seu rumo para a Alemanha, de onde faz o possível para se manter ligada ao grupo. E como a vida é a arte dos encontros e desencontros… tivemos a grande sorte de encontrar mais 2 Geraldas pelo caminho: Emilene e Mari Dias. (Bem) Vindas de outros ancestrais mas com sangue vermelho igual o nosso: com a mesma cabeça grande que a custo se equilibra, com o mesmo ventre crescido sobre as mesma pernas finas. Dois membros que faltavam para a família sentir-se completa… até o momento. Agora somos 10 Geraldos caminhando de mãos dadas porque acreditamos que sozinho não vale a pena seguir em frente.

Acreditamos meeeesmo que não é bom que o homem esteja só.

Hello world!

26 jan

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