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Convite para Ensaio Aberto do Novo Espetáculo

20 jul

É com muita alegria que gostaríamos de fazer um convite a todos: depois de 3 meses de mergulho no universo russo de Tchekhov, nossos primeiros Ensaios Abertos do espetáculo “O Drama e outros Contos de Anton Tchekhov” com direção do ator armênio do Théâtre du Soleil, Arman Saribekyan, acontecerão nos dias 23 e 24 de Julho na sede do grupo de teatro Lume. Estão todos convidadíssimos! Coloquem em vossas agendas!

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Tchekhov é principalmente conhecido por suas peças, tais como As Três Irmãs, Tio Vânia, O Jardim das Cerejeiras ou A Gaivota. A peça, no entanto, explora uma faceta do grande autor russo um pouco menos conhecida mundialmente: seus contos.

O espetáculo é constituído por quatro contos de Tchekhov: O DramaO CriminosoA Pamonha e A Corista, adaptados diretamente do russo. Nestes contos o grande dramaturgo propõe situações ambíguas que revelam, em seus personagens, faces escondidas de nós mesmos. 

Compõem o elenco Aline Olmos, atriz convidada pelo grupo, Carolina Martins Delduque, Julia Cavalcanti, Lucas Gonzaga, Maíra Herissé e Marina Milito. ArmanSaribekyan é quem assina a direção. O ator armênio do Théâtredu Soleil (França), estudioso de Anton Tchekhov, já ministrou diversos workshops sobre o dramaturgo no Brasil e encontrou o grupo Os Geraldos em 2012, quando, em visita ao Brasil, ministrou no Centro de Formação e Produção Teatral (espaço do grupo) a oficina “Tchekhov de Carne e Osso”.  Desde então, passou a ser planejado esse reencontro, que se concretiza em 2015 com a criação do novo espetáculo do grupo.

 

Processo de Criação

O processo de criação do espetáculo e adaptação dos contos para o teatro teve início com uma revisão nas traduções dos contos do russo para o português, realizada pelo grupo e pelo diretor, fluente na língua russa. Este trabalho de desvendar as entrelinhas de maneira minuciosa, com palavras precisas, foi fundamental na construção das cenas, revelando os subtextos para a interpretação do ator, assim como as emoções sugeridas por Tchekhov e a própria situação dramática. O trabalho do ator é fundamental nos “duetos” de cada conto e na linha narrativa sutil que os une. A proposta mescla interpretação, utilização de sombras e uma iluminação sóbria com as palavras de um escritor de rara sensibilidade, cujos desvendamentos da alma humana e da vida em sociedade têm muito a dizer a nós, brasileiros do séc. XXI.

 

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Depoimento de Roberta Postale

15 abr

Venho aqui, do meio do furacão e dos preparativos finais para o processo seletivo do nosso Curso de Formação de Atores (inscrições vão até dia 22 agora), compartilhar o amor. O amor pelo teatro, o amor pela vida com sentido, o amor pelo trabalho em grupo e o amor entre seres humanos!

Como vocês já sabem, ou não, nosso braço direito Roberta Postale largou tudo por aqui e foi batalhar pelo sonho de ser atriz lá nos confins do Brasil: Pelotas! Assim como, no ano passado, fez nosso querido Henrique Vasquez que agora estuda em São Paulo. A ala jovem dos Geraldos está correndo atrás de sua formação para voltar para casa com a bagagem cheia de referências, experiências e novos conhecimentos. Enquanto isso a família Geralda segue daqui batalhando para manter a casa em pé.

Recebemos nestes tempos um lindo e-mail da Roberta que eu gostaria de compartilhar com vocês (naturalmente que com a autorização da autora). Apesar de ser um e-mail bastante pessoal, acho bonito e rico podermos compartilhar um pouco das alegrias e angústias que permeiam uma vida em grupo e sedenta de arte. Brincamos que uma trupe de teatro como os Geraldos é um casamento entre 10, 12 pessoas. Vc imagina o trabalho que isso dá?

Vamos ao depoimento e a uma foto bem significativa 🙂

Abraços de Jaque Geralda

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Terça-feira, 07 de Abril de 2015
Pois é, depois de poucas e boas eu atingi meu objetivo do ano passado.
Fui completamente surpreendia com a situação e comigo mesma. Sobre a situação é porque passei bem longe de casa, sobre mim é que me veio um desejo de ir, um desejo muito forte de ir, um desejo inesperado.
Foi tão rápido que eu não senti toda a dor da partida, assim que decidi tive que me colocar imediatamente em ação. Não consegui me despedir calmamente dos computadores, dos papeis de rascunho, das canetas que somem, da janela que emperra, da impressora que dá pane, dos flyers de divulgação, do cenário espalhado após uma apresentação, da mesa formada para uma reunião, da cozinha movimentada, da tentativa louca do coletivo para dar conta de tudo: De arrumar a casa, de pintar portas, de ser produtor, ator, professor, captador, vendedor, contador, faxineiro, cozinheiro, mãe, mulher, homem, supervisor de estágio, elaborador de projetos, artista, estudante e de ter que conviver com todos e com tudo isso!

 

Olho para trás e vejo passagens impressionantes durante esse período em que estive com vocês, é verdadeiramente impressionante! Quem eu entrei e quem eu saí, é impressionante pensar nisso! Ok, vou parar de dizer impressionante, mas é que é mesmo impressionante!
Cheguei perdida em uma montagem e de mansinho o grupo foi tomando corpo em minha vida, muito rápido agarrei com força o “ser da equipe”.
Eu escolhi trabalhar em um local que não se ganha muito bem, que tem muito serviço e muito cansaço, que se esforça muito para conquistar vitórias, que se convive muito de perto com as mesmas pessoas, o que faz causar, às vezes, uma geração de faíscas e desentendimentos rsrs 
É um grupo de teatro, certo? Por isso nenhuma situação mencionada é de espantar. O teatro, esse bichinho que pica e deixa um veneno sem antídoto… Aquele que for picado por esse bichinho será sentenciado a viver com muita luta e terá dificuldade boa parte da vida, no entanto terá uma vida extraordinária e desafiadora! Uma vida em que estar prestes a atirar-se de um precipício é bem comum. E não importa se for ator, diretor, produtor, técnico… 
Eu fui picada e tive a experiência de trabalhar em grupo. Puta merda! Estou ferrada! Fui picada duas vezes por duas coisas maravilhosamente difíceis: O Teatro e o Teatro de Grupo / As várias facetas do Teatro e o Grupo Os Geraldos.
Enquanto estive no grupo vivi uma vida diferente de algumas amigas de infância que seguiram outros caminhos. Não comprei sapatos novos com mais frequência e notei que a caminhada até as conquistas adultas seria muito longa. Mas, não sei se elas montaram e desmontaram colchões em tempo recorde, se aprenderam a conviver com personalidades tão diversas, se souberam abstrair algum tipo de situação desagradável em nome do bem comum, se se emocionaram ao ver uma estreia, se riram, se brigaram, se tiveram que engolir algum orgulho, se tiveram que aprender a ser uma pessoa melhor todos os dias! Se levaram para vida o “reformar o homem”.
Provavelmente continuarei não comprando sapatos com frequência e ganhando pouco, mas eu já pulei desse precipício e agora já era! E é por ter pulado que eu fui embora…
Fui, fui com muita dor em meu coração, com muito medo, com muita culpa e com muita saudade. 
Agora que estou afastada geograficamente e me ocupando com outras buscas, vejo que a partida foi necessária. Eu não diria partida e sim uma pausa. Mesmo me sentindo preenchida n’ Os Geraldos, há muitas lacunas e falta de clareza em minha formação que preciso resolver. Não vivi boa parte do que a maioria de vocês viveu, fui direto ao ponto muito rápido, por isso é um compromisso comigo mesma ter um mergulho mais profundo.
Quem é a Roberta? Quais são as potências dela? Qual é o limite dela? O que ela quer saber? Buscarei nessa pausa as respostas ou quase respostas para essas e outras perguntas. Acredito em minha potência artística e preciso voltar a atualizá-la com mais rigor e alegria.
A universidade é um ambiente perigosíssimo! rs Por isso sou muita grata a Deus por ter estado com vocês, tudo o que aprendi e vivi está fazendo grande diferença em minha estadia universitária. Estou esperando a passagem desse período, pois todos os dias reafirmo que o teatro que quero fazer está aí!
Com amor,
Roberta.

Circuito Cultural Paulista

10 mar

Olá leitores queridos

Tanto tem acontecido por aqui, mas taaaaaanto, que o tempo não tem sido suficiente para contar-lhes em detalhes nossa maratona.

Peço um pouco de paciência e prometo que no final de Abril, quando nosso super Curso de Formação de Atores se iniciar, voltarei a cuidar deste espaço com a atenção devida.

No momento contento-me em citar-lhes objetivamente o que temos vivido, infelizmente sem a carga emocional que cada experiência carrega. Vamos ao fatos nus e crus:

Nossa III Jornada Teatral foi um sucesso, a casa ficou cheia e a troca artística foi muito rica.

Despedimo-nos de nosso braço direito Roberta Postale. Essa peça fundamental da máquina Geralda foi estudar nos confins do sul do Brasil -“Pelotas”- e voltará formada em 3 ou 4 anos. Seguimos descabelados tentando superar emocionalmente e objetivamente sua ausência.

O Curso de Formação de Atores segue a todo vapor: as inscrições estão abertas e encerram-se no dia 17.04. Quem tiver interesse é importante garantir logo sua vaga!

A trupe Geralda vem desbravando o estado de São Paulo com 6 apresentações do “Último Sarau” através do Circuito Cultural Paulista. Depois de Sertãozinho e Cubatão, seguimos neste final de semana (de quinta a domingo) para Presidente Epitácio, Regente Feijó, Pompéia e Santa Cruz do Rio Pardo.

É isto! Visite nosso Face para ver as fotos das nossas aventuras.

Abraços

Jaque Geralda

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Convite para a III Jornada Teatral

10 fev

Olá leitores queridos

Cá estamos com boas novas!

Gostaríamos de convidá-los para a III Jornada Teatral dos Geraldos com Atividades Gratuitas!!!

Seguem as informações abaixo.

Venham Venham Venham!!!

3-jornada

PROGRAMAÇÃO DETALHADA:

28/02 – Sábado

10h30 às 12h

Palestra “O que é ler e o que você pode ganhar com isso”

Ministrante: Thomaz Perroni (Grupo Tempo)

Sinopse: O senso comum ora nos informa que a leitura é uma obrigação, ora que é um prazer; ora que é dever de todos, ora que é coisa de erudito; ora que serve para formar, ora que serve para informar (ora até que só serve para desinformar!) – de modo que o jovem leitor, aturdido, vê-se sempre na condição hamletiana de se questionar: leio ou não leio? Mas, afinal, o que é ler? O que se pode esperar de uma leitura? Esta palestra pretende indicar o caminho que soluciona essa problemática.

 

14h às 16h

Oficina “Princípios da Improvisação Teatral”

Ministrante: Maíra Hérissé

Sinopse: Esta oficina pretende identificar e abordar os princípios básicos da improvisação teatral através da realização de jogos e situações propostas para improvisar. O trabalho propõe o exercício do ato de criar partindo somente da “memória corporal” que cada um tem, para que se descubra em jogo (sem planejar antes) as possibilidades de criação teatral. Objetiva-se principalmente o reconhecimento do repertório e raciocínio para criar próprio de cada um.

 

16h30 às 18h

Palestra “Procedimentos de Gestão de Grupo”

Ministrante: Carolina Delduque e Douglas Novais

Sinopse: Esta oficina procura capacitar artistas e produtores culturais a gerenciar estrategicamente suas produções e investimentos artísticos, desenvolvendo e aplicando planos de negócio; almejando dar algumas bases a liderança de equipes criativas e visando sustentabilidade econômica.

 

20h

Espetáculo “Atenção, respeitável público”

Dupla Companhia

Sinopse: Madame Poatrine (Aline Olmos) e Begônia (Fernanda Jannuzzelli) apresentam esquetes cômicas baseadas na tradição brasileira circense de picadeiro. A consagrada dupla cômica “Branco e Augusto” serve como ponto de partida para as relações criadas entre as duas palhaças que, em meio a muitas confusões e trapalhadas, divertem e encantam espectadores de todas as idades.

 

01/03 (Domingo)

 14h às 16h

Oficina “O corpo em cena”

Ministrante: Marina Milito

Sinopse: A oficina pretende abordar o trabalho corporal do ator em cena por meio de trabalho técnico, jogos, improvisações e reflexão sobre a prática, com objetivo de mapear princípios fundamentais para o desenvolvimento do jogo cênico e da ação física, tais como, níveis de energia, equilíbrio e desequilíbrio, impulso, entre outros.

 

20h

Aula-espetáculo “O EX-COVARDE – Um retrato de Nelson Rodrigues”

Roberto Mallet (Grupo Tempo)

Sinopse: No final de 1969, Nelson Rodrigues começa a escrever o que chamou de “confissões”. Numa longa série de crônicas, fala sobre a infância, sua obra, arte e cultura, suas obsessões, fazendo assim um auto-retrato literário com a sua feroz sinceridade. Nesta aula-espetáculo, Roberto Mallet apresenta-nos um retrato falado do escritor através da leitura de trechos das suas confissões e de comentários sobre sua obra.

 

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Além do inédito Curso de Formação de Atores, que será oferecido a partir de 28.04 com várias disciplinas por apenas 130,00 (clique aqui para saber mais), contamos com mais 3 cursos convidados.

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Seguem abaixo as sinopses:

ARTE E SIMBOLISMO

Com Roberto Mallet.

O problema do simbolismo e sua relação com as obras de arte é o tema central deste curso. A partir da definição da ciência do simbolismo e do estudo de algumas das principais concepções teóricas sobre o símbolo, e da exposição e análise de vários sistemas simbólicos, Roberto Mallet estuda a dimensão simbólica das obras de arte, tanto em sua estrutura quanto no seu papel social e espiritual.

 

CURSO DE INICIAÇÃO À CENOGRAFIA TEATRAL

Com a Artista Plástica e Cenógrafa Mariana Soares Leme

O curso tem o intuito de iniciar artisticamente os participantes no campo da cenografia. Durante o período de três meses o conteúdo será abordado de maneira prática, por meio de construção de maquete e/ou objetos, assim como teoria acerca da evolução do espaço cênico teatral. Ao final do curso será realizada um registro fotográfico e entrega de certificado de horas.

 

GRUPO DE ESTUDOS SOBRE A LEITURA DOS CLÁSSICOS

Orientação de Thomaz Perroni (Grupo Tempo)

Conhecer o que de melhor já foi escrito pelo homem ocidental e estar apto a lê-lo de forma proveitosa – este é o duplo objetivo deste grupo de estudos. Otto Maria Carpeaux nos guiará por esses quase três séculos de cultura, mapeando-nos o caminho com sua “História da Literatura Ocidental”; Mortimer Adler e suas técnicas de leitura nos darão o auxílio necessário para não nos perdermos nesse mar de páginas. A viagem não é pequena, mas a alma também não; e, afinal, “navegar é preciso”!

Obrigado São José do Rio Preto!

4 fev

Quinta-feira passada foi um dia intenso. Das 5:00 da madruga às 5:00 da madruga do dia seguinte. Ainda bem que tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Enquanto Douglas Novais ministrava o workshop “O cômico e os mecanismos de construção da comicidade” na oficina cultural Fred Navarro, o restante da trupe preparava o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto para “O Último Sarau”.

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Foi muito precioso levar o novo trabalho para o Janeiro Brasileiro da Comédia, onde já estivemos com todos nossos espetáculos. O público de São José do Rio Preto, junto com os senhores do grupo “Arte e Vida”, despediu-se de Amadeo dos Santos com lágrimas, risos e muitas “selfies”.

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Obrigado São José por nos acolher mais uma vez!

Fazer duas sessões seguidas de uma peça recém-nascida é extremamente enriquecedor para amadurecer e detalhar a obra: voltamos para casa com uma mala cheia de novas idéias e pequenas descobertas para aprimorar o espetáculo em seus pormenores. Tivemos 2 estreias muito bem sucedidas: Flaviano Drugovitch(Lucas) e Getúlio(Luiz) na técnica.

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Flaviano Drugovitch em seu grande dia de estreia.

 

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Apesar de nosso “pequeno desvio de trajeto” no retorno para Campinas (fizemos um tour acidental pela região de Ribeirão Preto à 1 da manhã), tudo correu bem e nossos restos mortais chegaram sã e salvos em casa com apenas 2 horas de atraso do previsto. Querido leitor, caso não tenha entendido a piada, por favor, visite seu google maps e perceba o infortúnio que nos aconteceu.

Como tenho insistido em ver o lado bom de tudo o que nos acontece, insisto em salientar que ganhamos horas extras fantásticas de convivência dentro da digníssima van de seu Zé, depois de uma bela noite de trabalho.

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Para fechar este post, deixo-lhes com uma poesia muita querida de Flaviano Drugovitch:

Poema de Natal de Vinicius de Morais

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

 

Voltamos semana que vem com mais novidades,

Jaque Geralda.

Convite para Sarau em São José do Rio Preto

23 jan

Olá queridos leitores

Entre planejamentos, cronogramas, reuniões e ensaios foi-se mais uma semana intensa de trabalho.

Retomamos os ensaios do “ÚLTIMO SARAU” para fazer a substituição de Myrna Drugovitch, que encontra-se em Poços de Caldas num congresso de escultores de papel machê. Quem entra para o time de senhores e senhoras do espetáculo, durante a ausência desta preciosa artista, é Flaviano Drugovitch, seu irmão (Lucas Gonzaga), que passa de técnico a ator.

Graças aos avanços da tecnologia, Paula pôde acompanhar de Lisboa o nosso ensaio e ainda tirou uma foto do momento inusitado, que compartilho com vocês. Por favor percebam no canto direito inferior a carinha desta musa formada na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Os personagens apresentam-se com modelitos do verão 40 Graus deste nosso árido estado de São Paulo.

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Esta maratona de retomada vem em função de nossa próxima apresentação no dia 29.01 (quinta-feira) em São José do Rio Preto no Janeiro Brasileiro da Comédia. Naturalmente que todos estão convidadíssimos. Serão 2 sessões umas às 19:00 e outras às 21:00 no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi com entrada gratuita! Ueba!

Além disso, acontecerá durante a manhã do mesmo dia, o workshop “O CÔMICO E OS MECANISMOS DE CONSTRUÇÃO DA COMICIDADE” com o Doug. Será das 11:00 às 13:00 na Oficina Cultural Fred Navarro. As inscrições gratuitas podem ser feitas até o dia 28.01 na unidade. Vamos??

Para não fechar assim tão curta e grossa, deixo-lhes com um trecho de uma poesia de Olavo Bilac, recitada por Atílio (Doug) no nosso novo espetáculo.

 

Via Láctea

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas”

Olavo Bilac

 

Até semana que vem com as novidades de São José!

Jaque Geralda

 

2015! Dias delicados à todos!

11 jan

Feliz ano novo internautas queridos!

Cá estamos nós no primeiro post do ano. Despendido-nos do clima de férias, com energias recarregadas para mais 365 dias abençoados que ganhamos de presente 🙂 Aliás…. 354, pq 11 já se foram.

Despedimo-nos também de nossa amada Paula que está mais uma vez em Lisboa para estudar e voltar com a bagagem cheinha de novidades em Abril. Ainda bem que existe whats app para enganar a saudade e fingir que a distância não é tanta!

E foi exatamente por causa deste clima saudoso que fui fazer um passeio virtual pelo facebook da Srta. Mathenhauer e tive a sorte de encontrar um belo texto que compartilharei com vocês.

Como ele é comprido, colo o link que vale a pena ser lido. Como, no entanto, o trabalho de um clique ou o tamanho de um texto podem assustar o leitor moderno, acostumado com posts profundíssimos de 2 linhas do face, colarei de aperitivo um saboroso recorte para instigá-los a dedicar alguns preciosos minutos à palavras que merecem ser lidas 🙂

 

Texto “A delicadeza dos dias” de Eliane Brum:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/05/opinion/1420458928_791039.html

 

Trecho:

Temos vivido nesse mundo de acontecimentos, de espasmo em espasmo. Estamos intoxicados por acontecimentos, entupidos de imagens. Há sempre algo acontecendo com muitos pontos de exclamação – ou fingindo acontecer para que de fato nada aconteça. E há a nossa reação nas redes sociais – às vezes uma ilusão de ação. E nas viradas de ano há ainda as resoluções, que também pressupõem uma ação.

Mas o que é preciso para, de fato, se mover? Penso que, para que exista uma mudança real de posição e de lugar, é preciso perceber o pequeno, o quase invisível de nossa realidade externa e interna. É pelos detalhes que enxergamos a trama maior, é na soma das sutilezas que a vida se desenrola, são as subjetividades que determinam um destino. É preciso desacontecer um pouco para ser capaz de alcançar a delicadeza dos dias.

Nesse tempo em que ninguém tem tempo para ter tempo, a delicadeza de uma vida parece ter sido relegada à ficção. É no cinema e na literatura que nos enternecemos e derrubamos nossas lágrimas ao testemunhar as sutilezas que esquecemos de enxergar ou não somos capazes de enxergar nos nossos dias de autômatos. Os personagens da ficção têm mais carne que nós, precisamos deles para nos lembrar de quem somos. Os robôs já estão aí, temos agora de reinventar os humanos.

 

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Um pôr-do-sol lisboeta através das lentes de Paula Mathenhauer.

 

Até breve!

Jaque Geralda